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Resenha: "O Lado Bom da Vida"




Título: O Lado Bom da Vida

Autor: Matthew Quick

Ano de lançamento: 2013

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 254





  • História
O livro é narrado por Pat Peoples, um homem que passou, conforme ele acredita, alguns meses em uma clínica psiquiátrica logo depois de sua esposa, Nikki, pedir para que ficassem um tempo separados.
O problema é que, depois que sua mãe, Jeanie, o tira da clínica e o leva para casa, Pat fica sabendo que ele passou muito mais tempo do que imaginava no "lugar ruim", como chamava. O que pensava ter sido apenas alguns meses, foram na realidade anos e o mais estranho é que Pat não se lembra de quase nada desse período.

Se a confusão que se forma na cabeça de Pat não fosse o suficiente, seu pai, Patrick, se recusa a falar com ele. Os seus amigos evitam tocar em qualquer assunto da época em que esteve internado, sendo assim, Pat não consegue descobrir muita coisa e sua memória continua desaparecida.

Tentando ignorar este fato, Pat se concentra na busca por uma reconciliação com Nikki e para isso, ele faz de tudo para melhorar nele, o que acreditava não satisfazer Nikki na época de casados. Nosso protagonista, acaba viciado em exercícios físicos pois "Nikki gosta de homens com peitoral forte" e também acaba fazendo várias críticas a clássicos da literatura, no decorrer do livro, já que Nikki sempre quis que ele lê-se. De forma resumida, Peoples vai tentar de todas as maneiras que estiverem ao seu alcance, encontrar um final feliz para seu próprio filme.

  • Opinião
Uma narrativa lenta. Esse foi o primeiro pensamento que se formou em minha mente logo no início do livro, mas com o virar das páginas, descartei esse fato. Percebi que o ritmo dado por Matthew Quick era necessário para criar a atmosfera que a trama exigia, pois o protagonista sofre de problemas psicológicos e o livro é uma espécie de diário.

Pat é um personagem complexo, ingênuo, cheio de desníveis emocionais e que tem um coração enorme. Esse conjunto faz dele um protagonista extremamente cativante, que me fez torcer, rir, chorar e também sentir raiva. Um personagem muito bem construído, assim como os demais. 
Falando sobre Tiffany, que, apesar de problemática, é uma boa pessoa, eu me apaixonei por essa personagem desde o início e minhas maiores gargalhadas foram com ela. Achei que o livro começou a tomar uma boa direção depois que Tiffany surgiu e sinceramente tenho certeza de que não estou errada.
Outro personagem que me chamou bastante a atenção foi o Dr. Cliff, o terapeuta de Pat. Um homem muito simpático e divertido, que trata seu paciente como um amigo... Acho que muita gente, depois de ler esse livro, vai querer ter um terapeuta como Cliff.

O Lado Bom da Vida, foi minha primeira leitura do ano. Gostei bastante e não me arrependo da escolha, acredito ter aberto minha sequência literária com chave de ouro.

O enredo não possui nada extraordinário. O que me conquistou e que acredito que também tenha sido o mesmo motivo para tantas críticas positivas, foi justamente a simplicidade que o autor colocou na história. Recomendo este livro para quem busca uma leitura agradável, emocionante, leve e inspiradora. É muito eficaz para quem anda desacreditado e não consegue ver o lado bom das coisas.

Outro ponto extremamente agradável é a arte da capa. Apesar de, sinceramente, ainda não ter conseguido entender muito bem o sentido, eu acho a capa desse livro extremamente bonita.


Meu próximo passo é dar uma conferida na adaptação cinematográfica, espero não me decepcionar.

E você? Já leu? Já assistiu o filme? Quer ler ou assistir? Então comente!
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Super beijo e até a próxima!